sábado, 3 de agosto de 2013

Vitória da Conquista X Botafogo-PB

Vitória da Conquista pronto para encarar Botafogo-PB; Rádio Clube FM transmite a partida

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O elenco do Vitória da Conquista está pronto para o confronto contra o Botafogo-PB, neste domingo (4), às 16 horas, no estádio Lomanto Junior, pelo Campeonato Brasileiro da Serie D, com transmissão especial da Rádio Clube FM.
Na manhã deste sábado (3), os jogadores participam de um treino recreativo na Toca do Bode, depois concentram para o jogo.
O Bode deve ir a campo com a seguinte formação: Augusto, Zé Leandro, Sílvio, Júnior Gaúcho e Diego Prates, Edimar, Éder Silva, Ramires, Rafael da Granja, Humberto e Roni.
Com sete pontos, ocupando a terceira colocação do grupo A4, o Bode precisa de um resultado positivo a entrar na zona de classificação a próxima fase.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O SENHOR É MÉDICO OU É FORMADO EM MEDICINA?

Ser Médico e ser Formado em Medicina

José de Castro Coimbra

Estive no dia 5 de Novembro na comemoração dos 200 Anos da Faculdade de Medicina da UFRJ- Rio de janeiro , que no meu tempo chamava-se Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil.

A festa foi muito bonita, mas vou tomar como foco a fala do Prof. Emérito Clementino Fraga Filho, que abordou a diferença que existe entre ser Médico e ser formado em medicina. O Prof. Clementino lecionou para algumas gerações de médicos, e hoje, aos 91 anos, continua clinicando, escrevendo livros de medicina, participando das reuniões do colegiado de professores. Pertence à geração da medicina romântica, quando praticamente existiam duas “classes de clientes”: os indigentes e os particulares.

Nessa geração a relação médico paciente era muito forte. O médico tinha prestígio e o exame clínico minucioso era indispensável, os exames complementares complementavam pouco. O desenvolvimento da tecnologia na opinião de alguns diminuiu a necessidade de ouvir o paciente, de examiná-lo, de tentar ler nas entrelinhas o que ele não conta na anamnese. Ele termina sua fala pedindo a cada um, especialmente aos jovens médicos, que reflitam bastante e se lembrem de que “a pressa é inimiga da perfeição”, e de que, “se a medicina não é toda bondade, pouco vale dela separada”.

Voltando a um passado mais distante, vale lembrar que Hipócrates já nos advertia: “alguns pacientes recuperam a saúde através de sua satisfação com a bondade do médico”.

Infelizmente o médico vem sendo desidratado lentamente. Perde o prestígio, perde a remuneração, perde a oportunidade de ser um profissional liberal. Na década de 70 já discutíamos a conveniência ou não de ter o médico apenas um emprego, bem remunerado, ou dividir-se em vários empregos com salários aviltantes. Não chegamos a consenso e a discussão morreu de inanição, já que as reuniões não conseguiram reunir número suficiente nem para discutir, quanto mais para decidir. O tempo passou, a situação do médico se agravou.

Cabe aos nossos dirigentes a difícil tarefa de unir a Classe em torno dos legítimos interesses da categoria e da população.

José de Castro Coimbra é médico

O INFERNO É LOGO ALÍ

 
 
“É, portanto, no menor dos círculos, no nono e último, junto com Dite (Lúcifer), onde são punidos os que traíram aqueles que neles confiaram...”  Dante, 1265, 1321.
Poucos sabem, mas Dante Alighieri além de filósofo, escritor e militar, também foi médico.
Para Dante o pior dos crimes, o que levava os condenados ao nono círculo do inferno, junto com o próprio demônio, Lúcifer, era a fraude contra os próprios companheiros, contra os que confiavam nele. Para Dante não havia crime maior que a fraude contra os que confiam em você.
Se, um dia, a história da medicina for escrita no Brasil, pois este país não privilegia nem cultua a sua história, não será possível excluir o malefício que a medicina suplementar tem causado à Medicina, ciência e arte milenar, ofendendo tanto pacientes como médicos, rasgando os códigos de comportamento, ética e os protocolos científicos.
Na Clínica, alicerce da Medicina, o tempo exíguo que se destina ao paciente, sua história, antecedentes familiares e socioculturais, exame físico (existe?) causado pelos irrisórios pagamentos a esta atividade magistral, não permitem ao médico exercê-la com a sabedoria que necessita. Não há consulta sem exames subsidiários em grande quantidade. O “diagnóstico” ou “hipótese diagnóstica” não são fruto do raciocínio lógico, mas sim da tecnologia desenfreada.
Culpa das operadoras que pagam mal aos médicos, culpa dos pacientes, que de posse de passaportes milagrosos e supostamente gratuitos – as carteirinhas dos convênios - mudam de médicos mais do que mudam de roupas, consultado-se com vários até obterem dos mesmos os exames que, sabiamente pesquisados na internet, julgam essenciais para seu “tratamento”.
E culpa dos auditores que exigem exames para comprovar diagnósticos clínicos. Hoje para se conseguir autorizar uma cirurgia de joelho exigem os médicos auditores a ressonância nuclear magnética, exame este que custa mais de dez vezes o valor recebido pelo cirurgião. Fazem isto em nome da medicina...
Já na cirurgia as coisas vão pior. O CH cirúrgico está congelado há mais de dez anos ou, se corrigido, o é abaixo até dos índices oficiais da inflação. Dados oficiais mostram que o CH cirúrgico da Unimed de nossa cidade teve uma diminuição de 7% entre 2010 e 2011. Mais do que um desrespeito pelos cirurgiões, tal desvalorização dos honorários cirúrgicos tem causado um novo fenômeno: faltam cirurgiões. Uma cirurgia de câncer é paga ao cirurgião cerca de 100 reais. Pergunta-se se existe auxiliar para esta cirurgia... Quem se habilita a receber 30 reais por mais de duas horas de trabalho...
Para contornar esta crueldade descomunal praticada pelas operadoras contra os cirurgiões começam as distorções, a medicina baseada na tabela, a cobrança por fora, o ato sem auxiliar, ou simplesmente o abandono do paciente.
Como disse, o malefício que as operadoras de planos de saúde estão fazendo contra a Medicina no Brasil é muito maior do que o que podemos ver hoje. Métodos novos e não baseados na ciência acabam por se integrar à maneira como exercemos a Medicina, influenciando nossas condutas e principalmente dos médicos jovens.
Não tenho certeza se existe o inferno após a morte. Mas com certeza os médicos e a medicina no Brasil estão vivendo um inferno no exercício da profissão graças às operadoras de planos e suas relações com os médicos. Tudo isto com o conivente silêncio da sociedade...
Vou reler Dante para verificar para onde vão os que se omitem...
 
Sérgio dos Passos Ramos
Presidente da Associação Paulista de Medicina São José dos Campos
 
 

Quanto vale a sua consulta, Dr.?

  Valores das consultas médicas praticadas pelos planos de saúde em São José dos Campos
Petrobras R$ 100,00 *1
Bradesco R$ 60,00 *2
Sul América R$ 60,00 *1
Cassi R$ 60,00 *1
Unimed diversos (de 50,00 a 55,00) R$ 55,00 *5
Unimed São José dos Campos R$ 50,00 *2
Policlin Executivo R$ 45,00 *2
Policlin R$ 42,00 *2
Unimed São José dos Campos R$ 40,00 *2
Vale Saúde R$ 36,00 *2
Clinica São José Beta 22 Plus30 R$ 34,91 *2
Clinica São José Alfa 22 Plus R$ 31,42 *2
Clínica São José Master e Ouro R$ 30,16 *2
Policlin (Redefit) R$ 25,00 *2
  
*1 Prazo de retorno 15 dias
*2 Prazo de retorno 30 dias
*4 Prazo de retorno 20 dias
*5 Contratos de Intercâmbio e Custo Operacional, retornos variados, informar-se na cooperativa.
Tabela do valor de consulta pago pelas principais operadoras.   
 
Obs: Lembramos que estas definições de retorno acima mencionadas são de iniciativa das operadoras e não tem respaldo ético ou legal.
Fonte: Consultórios médicos pesquisados pela APM  

VEJA ESTE ARTIGO

Artigo

O H que atrapalHa

Um bom professor, seja de que matéria for, tem de dominar até a letra H se lecionar até a letra D.

Murcho Desidério

     A letra H é um problema da língua portuguesa. Palavras como Honra, Heroísmo, Homem, não ficam bem sem o H. Outras, Hipocrisia, por exemplo, usam o H para lhes dar solenidade apesar que não deveriam existir nem com nem sem o H. Outras exigem o H maiúsculo, Homem por exemplo existem os com H maiúsculo e os com h minúsculo. Não sabemos se os critérios são biológicos, urológicos ou filosóficos, mas a verdade é que homem nenhum quer deixar de ter o H e, com certeza, deve ser maiúsculo.
     O H é consoante ou vogal? Não se sabe. Se fosse consoante deveria ter um som que mudasse a fonética quando junto com uma vogal. Mas não existe diferença entre o H o e não H. Humanidade tem o mesmo som que “umanidade”.
     De qualquer maneira o H atrapalha, aliás, em atrapalha, se não fosse o H seria “atrapala” e aí todos ficaríamos devidamente “atrapalados”, pois atrapalhados deveríamos estar.
     Na verdade o tal do H atrapalha os médicos numa tal de cbHpm ou CBHPM.
     Tabela por tabela, todas seriam iguais. Mas a proposta da CBHPM é diferente, pois reside exatamente no tal do H, que no nosso caso significa Hierarquizado(a). Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos.
     Que coisa diferente é esta tal de hierarquia?
     A Associação Médica Brasileira definiu quanto vale cada procedimento comparado com todos os outros procedimentos e os colocou em ordem de hierarquia.
     Daí minha afirmação em artigo anterior que nenhuma operadora adotou a CBHPM. Não adianta pagar 42,00 reais a consulta se o CH da cirurgia, do parto, e dos outros procedimentos também não for 42,00!!!
     O que as operadoras estão fazendo? Mais uma vez nos enganando dizendo eu pago CBHPM na consulta... Então não é CBHPM, pois o H faz parte da tabela e não existe a hierarquia dos procedimentos médicos.
     Pior, a última, é que as operadoras estão deixando de pagar horário noturno e acomodação em apartamento nos planos de enfermaria. Tudo em nome da ética e de tabelas que inventam.
     Menos gente. Somos médicos, Homens e mulHeres, todos temos o H no nome.
     Não somos bobos, aliás, bobo não tem H mesmo. Nem estas tabelinhas que estão sendo oferecidas pelas operadoras de São José dos Campos ou mesmo de fora.

Dr. Sérgio dos Passos Ramos

Diretor de Defesa Profissional
APM Regional SJCampos 

RESPONDA-ME SINCERO, HONESTO E JUSTAMENTE SE FOR CAPAZ

 Porque o dinheiro das operadoras valem mais do que do cidadão comum?
as operadoras pagam pouco mais de 30 reais por uma consulta médica, enquanto o cidadão brasileiro comum paga 150 e 200 e até um 1.000 reais?
Veja este comentário de um médico:
Gostei muito do seu artigo "Faz tabela Dr." (aliás, gosto de todos os seus artigos). Um amigo advogado sempre me diz que fizemos uma enorme burrada quando deixamos as operadoras de planos de saúde se colocarem entre o médico e o paciente. Concordo. Sonho em reverter isso um dia.Penso que devemos investir nossos esforços na quebra dessa intermediação, com o pagamento direto da consulta ao médico, e que os planos de saúde fiquem apenas com a parte hospitalar e de exames, esses sim, de altíssimo custo! Quanto ao valor da consulta, acho também um contra-senso: o colega se credencia em dezenas de operadoras para trabalhar por 30 e poucos reais e cobra uma consulta particular a 150, 200 reais. Penso se não seria adequado trabalhar por R$ 80,00, pago diretamente pelo paciente, e descredenciar-se das operadoras. Falo por mim, sou credenciado de apenas 3 operadoras, por inércia, visto que já penso em me descredenciar; cobro consulta de R$ 80,00, o movimento é menor mas é de qualidade, e está sempre aumentando. Só não é melhor porque os pacientes ainda têm médicos credenciados e que continuam a atender por 30 reais... Complemento a renda com plantões, o que na verdade todo mundo faz no início de carreira, mesmo trabalhando (escravizando-se) para as operadoras. Mais uma vez, parabéns pelo artigo!"

veja a matéria de:
 http://www.apmsjc.com.br/artigos/consulta.htm




Quanto vale sua consulta, Dr.?
 
“Hoje em dia conhecemos o preço de tudo e o valor de nada.” Oscar Wilde 1854-1900
 
Mês passado terminamos o artigo perguntando se os médicos no Brasil estão preparados para a ascensão social dos brasileiros. Lembramos a pesquisa do IPEA, que 40% das pessoas que agora podem pagar, querem ser atendidas rapidamente, apenas 16% querem escolher um determinado médico.
Estas pessoas estão viajando de avião, comprando carros zero, casas, e também querem ir a um médico particular. Hoje, mais de metade das consultas particulares são pagas por pessoas que não tem plano de saúde, mas que são de classes sociais que nunca puderam pagar um médico. E aí surge a pergunta: Quanto vale a sua consulta, Dr.?
Uma pesquisa do Businessweek mostra que a consulta médica em diversos países não é tão cara assim. No Canadá, França e Holanda está entre 30 e 32 dólares. Na Alemanha 22 e na Espanha 15 dólares. Apenas nos Estados Unidos é que a consulta é cara, variando de 59 a 151 dólares. O Medicare, nos EUA, (plano de saúde) paga 72 dólares.
Uma consulta médica com um super especialista na cidade de São Paulo custa de 800 a 1.000 reais, ou seja 5 x mais que uma consulta nos EUA. Este preço é justo? Está certo que o BigMac mais caro do mundo é o do Brasil, e que um Honda Civic nos EUA custa 1/3 do que custa no Brasil, mas a pergunta continua a ser feita.
Um colega endereçou uma mensagem para a APM elogiando meu artigo anterior e propondo que os médicos deixem de atender consultas por planos de saúde e cobrem perto de 80,00 reais por uma consulta. A ponderação é válida e interessante. Aliás, é o que a APM e as entidades médicas estão pedindo aos planos de saúde. [Opinião do Leitor - Contra-senso Dr. Ed Braga]
Portanto, uma reflexão. Você está preparado para atender este novo segmento de pacientes? Sua consulta pode ser paga por eles? E os exames, onde farão? (Uma iniciativa interessante do Laboratório e CDI da Unimed divulgada recentemente oferece preços de “tabela” para exames de laboratório e imagem) E internação?
Outra coisa, estes brasileiros precisam de maior resolubilidade nas consultas. Não se pode ficar apenas na especialidade, é necessário também ser um pouco clínico geral. Não dá para dizer “vou te encaminhar para um colega”.
Mas a pergunta mais crucial é: Você tem tempo no seu consultório abarrotado de pacientes de planos de saúde para atender pacientes particulares? Lembre-se, eles querem rapidez para ser atendidos e não, especificamente, escolher você.
A resposta é sua colega.
 
Dr. Sérgio dos Passos Ramos
Vice-presidente da APM Regional São José dos Campos
Associação Paulista de Medicina - São José dos Campos
Avenida São José, 1187 - Cep:12209-621 - São José dos Campos - SP - Tel 12 3922-1079

Responda-me (CFM) Conselho Federal de Medicina

 Porque o dinheiro das operadoras valem mais do que do cidadão comum?
as operadoras pagam pouco mais de 30 reais por uma consulta médica, enquanto o cidadão brasileiro comum paga 150 e 200 e até um 1.000 reais?
Veja este comentário de um médico:
Gostei muito do seu artigo "Faz tabela Dr." (aliás, gosto de todos os seus artigos). Um amigo advogado sempre me diz que fizemos uma enorme burrada quando deixamos as operadoras de planos de saúde se colocarem entre o médico e o paciente. Concordo. Sonho em reverter isso um dia.Penso que devemos investir nossos esforços na quebra dessa intermediação, com o pagamento direto da consulta ao médico, e que os planos de saúde fiquem apenas com a parte hospitalar e de exames, esses sim, de altíssimo custo! Quanto ao valor da consulta, acho também um contra-senso: o colega se credencia em dezenas de operadoras para trabalhar por 30 e poucos reais e cobra uma consulta particular a 150, 200 reais. Penso se não seria adequado trabalhar por R$ 80,00, pago diretamente pelo paciente, e descredenciar-se das operadoras. Falo por mim, sou credenciado de apenas 3 operadoras, por inércia, visto que já penso em me descredenciar; cobro consulta de R$ 80,00, o movimento é menor mas é de qualidade, e está sempre aumentando. Só não é melhor porque os pacientes ainda têm médicos credenciados e que continuam a atender por 30 reais... Complemento a renda com plantões, o que na verdade todo mundo faz no início de carreira, mesmo trabalhando (escravizando-se) para as operadoras. Mais uma vez, parabéns pelo artigo!"

veja a matéria de:
 http://www.apmsjc.com.br/artigos/consulta.htm


Quanto vale sua consulta, Dr.?
 
“Hoje em dia conhecemos o preço de tudo e o valor de nada.” Oscar Wilde 1854-1900
 
Mês passado terminamos o artigo perguntando se os médicos no Brasil estão preparados para a ascensão social dos brasileiros. Lembramos a pesquisa do IPEA, que 40% das pessoas que agora podem pagar, querem ser atendidas rapidamente, apenas 16% querem escolher um determinado médico.
Estas pessoas estão viajando de avião, comprando carros zero, casas, e também querem ir a um médico particular. Hoje, mais de metade das consultas particulares são pagas por pessoas que não tem plano de saúde, mas que são de classes sociais que nunca puderam pagar um médico. E aí surge a pergunta: Quanto vale a sua consulta, Dr.?
Uma pesquisa do Businessweek mostra que a consulta médica em diversos países não é tão cara assim. No Canadá, França e Holanda está entre 30 e 32 dólares. Na Alemanha 22 e na Espanha 15 dólares. Apenas nos Estados Unidos é que a consulta é cara, variando de 59 a 151 dólares. O Medicare, nos EUA, (plano de saúde) paga 72 dólares.
Uma consulta médica com um super especialista na cidade de São Paulo custa de 800 a 1.000 reais, ou seja 5 x mais que uma consulta nos EUA. Este preço é justo? Está certo que o BigMac mais caro do mundo é o do Brasil, e que um Honda Civic nos EUA custa 1/3 do que custa no Brasil, mas a pergunta continua a ser feita.
Um colega endereçou uma mensagem para a APM elogiando meu artigo anterior e propondo que os médicos deixem de atender consultas por planos de saúde e cobrem perto de 80,00 reais por uma consulta. A ponderação é válida e interessante. Aliás, é o que a APM e as entidades médicas estão pedindo aos planos de saúde. [Opinião do Leitor - Contra-senso Dr. Ed Braga]
Portanto, uma reflexão. Você está preparado para atender este novo segmento de pacientes? Sua consulta pode ser paga por eles? E os exames, onde farão? (Uma iniciativa interessante do Laboratório e CDI da Unimed divulgada recentemente oferece preços de “tabela” para exames de laboratório e imagem) E internação?
Outra coisa, estes brasileiros precisam de maior resolubilidade nas consultas. Não se pode ficar apenas na especialidade, é necessário também ser um pouco clínico geral. Não dá para dizer “vou te encaminhar para um colega”.
Mas a pergunta mais crucial é: Você tem tempo no seu consultório abarrotado de pacientes de planos de saúde para atender pacientes particulares? Lembre-se, eles querem rapidez para ser atendidos e não, especificamente, escolher você.
A resposta é sua colega.
 
Dr. Sérgio dos Passos Ramos
Vice-presidente da APM Regional São José dos Campos
Associação Paulista de Medicina - São José dos Campos
Avenida São José, 1187 - Cep:12209-621 - São José dos Campos - SP - Tel 12 3922-1079